'Que punam e julguem os mesmos individualmente, sem generalizar que essa seja uma postura incentivada pela marca'

O Bloco As Muquiranas utilizou as redes sociais, nesta quarta-feira de cinzas (22), para se defender das críticas sobre os episódios de assédio e vandalismo envolvendo foliões associados. Através de uma “carta aberta”, publicada por meio do Instagram, o bloco afirma que “é contra todo e qualquer tipo de violência, preconceito e assédio”.
No texto, o bloco destaca que colocou “todos os dados” dos foliões que tem cadastro com foto, CPF e endereço “a disposição do poder público, para que identifiquem os responsáveis pelos atos e tomem as providências cabíveis com tais cidadãos”.
Além da situação envolvendo a mulher que foi importunada por integrantes das Muquiranas, a entidade também cita os foliões que destruíram um ponto de ônibus e afirma que vai identificá-los. “Iremos bani-los da nossa rede de associados”, garante o bloco.
Ainda no comunicado, Muquiranas diz que a pistola de água não faz parte do kit da fantasia que já procurou o Ministério Público e a Câmara Municipal para que seja criada uma lei que proíba qualquer cidadão de entrar com pistolas d’água no Carnaval.
“Entendemos todas as revoltas com as atitudes por parte de alguns foliões, porém pedimos que tratem este como cidadão que escolhe ter essa postura não somente dentro do bloco e que punam e julguem os mesmos individualmente, sem generalizar que essa seja uma postura incentivada pela marca”, apela o bloco no fim do texto.
A presidente da Fundação Nacional de Artes, a vereadora Maria Marighella (PT), criticou o modelo atual do tradicional bloco da folia soteropolitana. Conforme a petista, o bloco “não cabe mais” e precisa ser “transformado”.
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